“Anónimo não é nome de mulher”
“Uma peça sobre o que é ser mulher, no passado e hoje”. É a partir desta visão que Mariana Correia Pinto se refere à sua primeira peça enquanto dramaturga que amanhã, dia 20 de janeiro pelas 21:30, será exibida no Centro Cultural de Carregal do Sal.
Esta é a primeira proposta da nova estratégia de intervenção cultural e artística do Centro Cultural integrada no eixo “Mulheres em cena”.
São duas as mulheres que, no auditório do Centro Cultural de Carregal do Sal, se vão desdobrar em sete, revelando histórias silenciadas que nos conduzem a uma reflexão sobre os regimes e vivências vigentes.
Bilhetes disponíveis: Centro Cultural de Carregal do Sal e TicketLine
SINOPSE
Partindo destes factos históricos e das vidas reais dessas mulheres, Anónimo Não é Nome de Mulher resgata histórias silenciadas e confronta-nos com os resquícios de um tempo (afinal) não muito longínquo.
Com duas atrizes, que se desdobram em sete mulheres, em palco – e 13 temas musicais criados de raiz e tocados ao vivo –, o espetáculo aborda temas como maternidade, violência, relações amorosas, hierarquização da sociedade, direitos conquistados, perdidos e por conquistar.
No hospício de Santa Teresa, duas mulheres internadas debatem-se com as suas dores, dúvidas e sonhos em cacos. Uma trabalhadora testemunha o impensável e questiona o
seu papel. Uma mãe espera. Uma médica reduz pacientes a números. Uma autarca zela pela ‘máquina’ oleada do regime. Naquele lugar desumanizado, surge, no entanto, esperança: poderá a bondade vencer a opressão? Enquanto estas vidas se enovelam, outra mulher narra a sua história.
Amor e violência, loucura e verdade, fama e solidão, violência e feminismo. A História aqui tão perto, perigosamente perto. Por dentro de nós.
Assim, mais do que uma peça sobre o que é ser mulher, Anónimo Não é Nome de Mulher é uma reflexão sobre democracia (e a sua fragilidade), liberdade (e os seus limites) e igualdade (e o seu contrário).
Nas vésperas de celebração dos 50 anos do 25 de Abril, num país e mundo onde partidos de extrema-direita e populistas ganham terreno, o pretérito do qual este trabalho nasce ganha atualidade e urgência. Estará parte do que se passou a acontecer entre nós de novo?
Pode a História repetir-se?”