Carregal do Sal afirma-se como palco de talento na segunda edição do Festival Emergentes
Conteúdo atualizado em13 de abril de 2026às 17:16
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A segunda edição do Festival Emergentes voltou a transformar o Centro Cultural de Carregal do Sal num verdadeiro espaço de descoberta, afirmação artística e diversidade estética. Ao longo do fim de semana, o público foi convidado a percorrer um programa que cruzou novos trabalhos discográficos, jazz contemporâneo e música clássica, evidenciando a vitalidade criativa que marca a nova geração de artistas portugueses.
A abertura esteve a cargo de Gustavo Reinas, que apresentou o seu mais recente LP num concerto marcado pela energia, autenticidade e uma evidente vontade de afirmação. Uma escolha acertada para dar o tom ao festival: um palco dedicado a artistas emergentes com propostas sólidas e inovadoras.
No sábado, Inês Moura protagonizou um dos momentos mais memoráveis desta edição. Com uma interpretação de forte intensidade emocional, criou uma atmosfera de introspeção e beleza que manteve a plateia completamente rendida à expressividade da sua voz.
O encerramento reuniu a Sociedade Filarmónica de Cabanas de Viriato com os solistas Jacinta Albergaria (meio-soprano) e Alberto Vilas Boas (tenor), num concerto que conjugou tradição, técnica e emoção. A fusão entre a sonoridade da banda e a identidade vocal dos intérpretes resultou num final de elevado impacto artístico, amplamente aplaudido pelo público.
A organização sublinha a importância da iniciativa: “Eventos como o Festival Emergentes são fundamentais para a descentralização cultural e para a valorização de artistas que estão a construir o futuro da música em Portugal.”
Com esta edição, Carregal do Sal reforça o seu papel como território de criação, encontro e afirmação artística, demonstrando que a cultura se constrói também — e cada vez mais — fora dos grandes centros urbanos.