Oliveira do Conde recebeu o 1º encontro de Aldeias de Portugal do território ADICES
Foi com o objetivo maior da partilha de experiências, de conhecimentos e de boas práticas que as cinco aldeias classificadas como Aldeias de Portugal do território ADICES se reuniram no passado sábado em Oliveira do Conde.
Com realidades muito diferentes, Oliveira do Conde, Macinhata do Vouga, Couto de Mosteiro, Marmeleira e Jueus, todas classificadas como Aldeias de Portugal, têm em comum uma ruralidade e um espirito comunitário essencial para que se mantenham vivas e com vida.
Foi este espirito comunitário, que levou a ADICES a realizar este primeiro encontro de forma a que a partilha de boas práticas e experiências seja uma realidade enriquecedora para todos.
A ideia surgiu quando, no Fórum Aldeias de Portugal, realizado em Idanha a Nova no passado ano, Oliveira do Conde incitou a rede a realizar encontros entre Aldeias para que se pudessem conhecer melhor, partilhar experiências e aprender novas estratégias de dinamização e trabalho comunitário.
Com um programa cheio, o encontro iniciou-se com uma visita guiada a Oliveira do Conde, às suas casas senhoriais, ao Pelourinho, à Igreja Matriz e ao túmulo de Fernão Gomes de Gois (monumento nacional), tendo o grupo posteriormente seguido para umas das várias adegas existentes na freguesia onde para além de provarem alguns néctares do Dão, se realizou a reunião de trabalho.
Presidida por Miguel Torres, coordenador executivo da ADICES, e com a presença de Márcia Mendes, diretora executiva da associação de desenvolvimento local saloia A2S e vice-presidente da ATA- Associação Turismo de Aldeia detentora da marca Aldeias de Portugal, a reunião teve como inicio a apresentação da estratégia de desenvolvimento de Oliveira do Conde por parte de Carlos Bastos, presidente da Junta de Freguesia e dinamizador do grupo de trabalho, com enfoque para a Festa das Colheitas, os seus fatores críticos de sucesso, bem como os desafios para o futuro.
Márcia Mendes, aproveitou para apresentar a estratégia 2030 das Aldeias de Portugal, onde o foco continua a ser nas pessoas, no seu envolvimento enquanto comunidade, na aposta nos recursos endógenos e diferenciadores, como o património edificado, a gastronomia, a paisagem natural e as práticas comunitárias como identidade rural.
Miguel Torres reforçou a importância deste projeto para a autoestima das populações, referindo que tem sido um processo extremamente enriquecedor, e que é um dos poucos projetos onde as estratégias de desenvolvimento das aldeias vêm de quem mais importa, de quem as habita, e isso faz toda a diferença.
Em relação a estes encontros, refere que este foi o primeiro, mas que o mesmo será para replicar pelas 5 Aldeias de Portugal deste território.
Por fim, todos os participantes demonstraram a sua preocupação com a sustentabilidade do projeto, uma vez que não existindo no momento financiamento especifico, poderão se perder algumas das dinâmicas criadas nas cinco Aldeias levando assim a um retrocesso em todo o envolvimento comunitário tão importante para que estes espaços rurais continuem vivos e com pessoas felizes. Da parte das várias entidades presentes ficou a promessa do empenho na procura de soluções.
O dia terminou na Festa do Bussaquito, realizada na Azenha em Oliveira do Conde, onde se degustou o tradicional peixe do rio e se pôde vivenciar umas das mais simbólicas práticas comunitárias desta Aldeia de Portugal.
Fonte: Junta de Freguesia de Oliveira do Conde