Esclarecimento | Reforço da frota sustentável
Não tenho por hábito contestar a opinião daqueles que, livremente e com coragem, criticam ou discordam das decisões do Executivo que lidero. Respeito naturalmente esse direito, desde que o façam com respeito que nem sempre é o caso.
Mas é também meu dever esclarecer, sobretudo quando alguns comentários são feitos por desconhecimento dos factos.
A publicação sobre as três novas viaturas elétricas teve como objetivo dar a conhecer uma decisão do Município que representa um passo importante na nossa política de poupança, sustentabilidade e na redução das emissões de CO₂.
Mas há uma outra dimensão que importa explicar.
As três viaturas vêm substituir outras que tinham muitos anos de utilização e que, além dos custos crescentes de manutenção e de combustível, já não ofereciam as condições de segurança que devemos garantir aos nossos trabalhadores.
Um dos exemplos é um Citroën C3 com cerca de 20 anos de utilização e um Ford Focus com mais de 25 anos e que já não servia para ninguém usar. Existem também outras viaturas antigas, algumas das quais já há muitos anos ao serviço do Município.
Portanto, não se trata de comprar três viaturas novas por opção ou por luxo. Trata-se de substituir viaturas antigas, com custos de funcionamento elevados e condições de segurança que já não eram adequadas.
Importa também esclarecer que estas viaturas estão a ser disponibilizadas em regime de aluguer, através de renting, tal como já acontecia no passado com outras viaturas do Município. Ou seja, não se trata de uma solução nova, mas da continuidade de um modelo de aluguer que já era utilizado e cujos contratos entretanto chegaram ao fim.
Foi lançado um procedimento para apresentação de propostas por parte das empresas interessadas e foi escolhida a proposta de menor valor, de acordo com as regras estabelecidas.
E há um esclarecimento que considero particularmente importante:
Esta decisão não representa um aumento da despesa que o Município já tinha com estas viaturas.
O valor a suportar com o aluguer das novas viaturas não é superior ao que já teríamos de despender com os alugueres, combustível e manutenção das viaturas que estamos a substituir.
Ao mesmo tempo, passamos a ter viaturas mais seguras, mais eficientes e com custos de utilização inferiores, contribuindo ainda para a redução das emissões de CO₂.
Ou seja, estamos perante uma decisão que procura conciliar boa gestão dos recursos públicos, segurança dos nossos trabalhadores, eficiência dos serviços e responsabilidade ambiental.
Sei que nem todos valorizam da mesma forma as questões da sustentabilidade e do ambiente. Mas, enquanto Executivo Municipal, temos a obrigação de pensar não apenas no presente, mas também no território que queremos deixar às gerações futuras.
Criticar é legítimo. Discordar é legítimo.
Mas é importante que, antes de se tirar uma conclusão, se conheçam todos os factos.
É assim que entendemos a responsabilidade de gerir um Município: com rigor, transparência e respeito pelo dinheiro público, mas também com a preocupação de melhorar as condições de quem trabalha diariamente ao serviço da nossa comunidade.