Museu Aristides de Sousa Mendes recebeu cerimónia de entrega de prémios do Concurso Nacional
O Museu Aristides de Sousa Mendes acolheu, no dia 1 de julho, a cerimónia de entrega de prémios do Concurso nacional Prémio Aristides de Sousa Mendes, uma iniciativa promovida pela Associação Sindical dos Diplomatas Portugueses (ASDP), em parceria com o Museu Aristides de Sousa Mendes e o EduQA.
Este concurso, de âmbito escolar, tem como objetivo distinguir anualmente os melhores trabalhos desenvolvidos por alunos em torno das temáticas dos Direitos Humanos, da Diplomacia e dos regimes totalitários, promovendo a reflexão cívica e o aprofundamento do conhecimento histórico junto das camadas mais jovens.
A sessão contou com a presença do Cônsul de Vigo, João Bezerra, bem como dos alunos distinguidos com os três primeiros prémios. O júri do concurso foi constituído pelo Embaixador António de Almeida Ribeiro, Mónica Ferro e Marta Santos Pais.
André Assunção, aluno do 12.º ano do Agrupamento de Escolas de Vila Nova de Poiares, foi distinguido com o primeiro prémio, no valor de 1.000 euros, pelo trabalho Ética nos conflitos armados: desvalorização da vida humana. Leonor Fernandes, João Duarte Freitas e Maria Inês Costinha, do Agrupamento de Escolas Carlos Amarante, receberam o segundo prémio, no valor de 600 euros, pelo trabalho Vidas que não contam: a situação do Iémen e a geometria variável dos Direitos Humanos em períodos de conflito armado. O terceiro prémio, no valor de 300 euros, foi atribuído a Maria Alves, Maira Moreira, Diana Ferreira e Francisca Organista, alunas do 12.º ano do Colégio de Nossa Senhora da Esperança, pelo trabalho Limpeza étnica: o colapso da Jugoslávia e a tragédia bósnia.
Na ocasião, o Presidente da Câmara Municipal de Carregal do Sal, Paulo Catalino Ferraz, dirigiu-se aos presentes, sublinhando a importância da reflexão num contexto marcado pela exigência do quotidiano, destacando a necessidade de procurar “claridade” enquanto caminho para a promoção da paz, da fraternidade e do compromisso coletivo.
Na sua intervenção, evocou a figura de Aristides Sousa Mendes como “o benfeitor da humanidade”, salientando o caráter exemplar da sua ação, enquadrada numa dimensão coletiva de solidariedade e apoio a refugiados. Destacou igualmente o simbolismo do Museu enquanto espaço de valorização da memória e de transformação, de um passado de “escuridão” para um presente de “luz”.
Foi ainda reforçada a importância da consciência cívica e do posicionamento ético, com o apelo a que todos saibam “estar no lado certo da história”, recordando a célebre afirmação de Aristides Sousa Mendes: “É preferível estar com Deus contra os homens, do que com os homens contra Deus”.
Por fim, foi salientada a relevância de reforçar a divulgação e o reconhecimento da vida e obra de Aristides Sousa Mendes, considerada uma das mais nobres referências do século XX, bem como a necessidade de prosseguir o trabalho de educação, investigação e preservação da memória desenvolvido pelo Museu.