Partilhar Memórias – Os Barqueiros do Mondego e as Lides do Rio
Exposição de fotografia inserida nas Jornadas Europeias do Património patente no Museu Municipal de 01 a 30 de setembro de 2018.
"Partilhar Memórias - Os Barqueiros do Mondego e as Lides do Rio”
Jornadas Europeias do Património – 28, 29 e 30 de setembro
Partilhar Memórias sobre a temática do sal
Mercê da elevada importância em valorizar o legado da nossa memória, através de iniciativas multifacetadas como o reavivar de hábitos e costumes de outros tempos, de molde a que não se apague no tempo e possa, isso sim, ser perpetuada de geração em geração, o tema em título pareceu-nos oportuno e pertinente a sua inclusão nas Jornadas Europeias do Património, a levar a efeito nos dias 28, 29 e 30 de setembro de 2018.
Recordemos que os povos que viviam junto do Rio Mondego tinham usos e tradições comuns, salientando-se o comércio do sal, este umbilicalmente associado à nossa história local concelhia.
Tendo conhecimento que o Grupo de Solidariedade Social, Desportivo, Cultural e Recreativo de Miro trabalha esta temática lançámos-lhes o convite para que disponibilizassem um conjunto de fotografias que integrarão a Exposição de fotografia “Partilhar Memórias - Os Barqueiros do Mondego e as Lides do Rio”, patente no Museu Municipal Manuel Soares de Albergaria, durante todo o mês de setembro.
Com esta exposição pretendemos não deixar cair no esquecimento, sobretudo aos mais jovens, o como foi importante e simultaneamente difícil o comércio do sal noutros tempos, bem como o contributo dessa atividade para a nossa história e identidade local, nomeadamente para a nossa toponímia – Carregal do Sal.
Assim o tema será “Os barqueiros do Mondego e as lides do rio!”
“… tem um contrato de sal, que se faz da Figueira pelo Mondego acima até oporto da Foz do Daom donde seconduz para este lugar, e daqui se vende para Celorico, a Mangualde e de Meda… para Castela...”
in Dicionário Geográfico, Padre Cardoso, 1758 (transcrição original)
A aldeia de Miro (Penacova) é uma pequena localidade com 200 habitantes, que possui uma associação cultural (Grupo de Solidariedade Social, Desportivo, Cultural e Recreativo de Miro), muito dinâmica, que procura manter vivas as suas tradições etnográficas e gastronómicas. No âmbito do projeto “Miro muito mais que um lugar”, promove, entre outras atividades, a Festa do Barqueiro com a navegação da Barca Serrana, entre a Livraria do Mondego e o Vale dos Ladrões no ramal de Miro, importante meio de transporte de cargas e passageiros, através do rio Mondego, entre a Figueira da Foz e o Porto da Raiva.
Com esta recriação histórica a barca e o barqueiro assumem o protagonismo do passado, no transporte do sal das salinas da Figueira da Foz até ao interior. No regresso, o barqueiro transportava a carqueja, a lenha e a roupa das lavadeiras.
Manuel Nogueira, presidente da coletividade, disse recordar-se de uma família “que ia na Barca Serrana para as Festas da Rainha Santa e vivia debaixo da ponte de Santa Clara durante cinco dias”.
Trata-se de uma recriação que pretende manter vivos os costumes e usos ligados ao rio Mondego e cujo registo fotográfico, capturado pelas objetivas do grupo Encontros Fotográficos de Coimbra, pode ser contemplado no Museu Municipal Manuel Soares de Albergaria.
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